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GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO - Reajuste não atinge botijões de 13 Kg

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O preço médio do GLP engarrafado em botijões de 13 quilos é R$ 37,31. Sindicato informa que um cilindro de 45 quilos custa, em média, de R$ 145 a R$ 150.



O aumento de 7% no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a granel, anunciado pela Petrobrás na última segunda-feira, não atinge os botijões de 13 quilos, que são usados em residências. O aumento alcança apenas o produto engarrafado em cilindros de 20, 45 e 90 quilos, consumido mais nos segmentos de indústria e comércio. Em Sorocaba, porém, com o advento do gás natural, muitas indústrias e estabelecimentos comerciais optaram por esse produto, informou.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Interior do Estado de São Paulo (Siregas), o sorocabano Giovani Buzzo alerta para o fato da diferença de preço entre os botijões industriais e residenciais provocar acidentes por conta da manipulação irregular ou instalações ilegais.

Ele explica que como o produto é o mesmo mas com o preço muito mais barato, muitos comerciantes, de maneira amadora e sem os recursos devidos, enchem os cilindros de 45 quilos ou 90 quilos com gás tirado dos botijões de 13 quilos.


Custa R$ 37,31


De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), em Sorocaba, o preço médio do GLP engarrafado em botijões de 13 quilos é R$ 37,31. Buzzo afirma que um cilindro de 45 quilos, no mercado local sai, em média, por R$ 145 a R$ 150. Se formos contabilizar o preço efetivo do produto o custo fica muito mais alto e não podemos esquecer que o mercado conta com concorrência ilegal e isto abrange também o envase feito de forma ilegal, clandestina e perigosa, adverte ele. Levando-se em consideração esses valores há diferença de R$ 0,50 no preço do quilo do gás contido no botijão de 13 e de 45 quilos.

Com o reajuste determinado pela Petrobrás, o Siregas calcula alta média de R$ 10 na revenda para os cilindros de 45 e 90 quilos. O aumento de preço anunciado pela Petrobrás no início da semana é válido apenas para o GLP fornecido para uso comercial e industrial.


Gás natural


Em Sorocaba, de acordo com o vice-diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Sorocaba), Erly Domingues de Syllos, a alta não impactará no setor produtivo. Segundo Syllos, tanto na cidade como na região, as indústrias que usam o gás como matriz energética migraram para o gás natural. É claro que um aumento de 7% tem impacto na economia como um todo, pois este produto é usado em muitos lugares, comenta. O uso do Gás Natural na indústria, pondera Syllos, teve grande aceitação por conta da comodidade e competitividade dos preços.

O reajuste no preço dos botijões grandes não era esperado pelo mercado, afirma a proprietária de uma revenda, Solange Cristina Nóbrega. Ela comenta que a notícia pegou o setor de surpresa e já se prepara para as reclamações dos clientes. Ninguém gosta de pagar mais. Vai ser uma choradeira só, mas não temos como absorver pois as margens são muito baixas, argumenta a empresária.

Solange lembra que há diversos tamanhos de botijões para armazenamento do GLP com o preço variando de acordo com a quantidade. Apesar de não oficiais, o ano de 2009 teve quatro aumentos consecutivos do GLP de 13 quiloa. Temos que repassar quase que integralmente. Trabalhamos com margens muito baixas, justifica ela.


Repasse imediato


Presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello destaca que o estoque de GLP em indústrias duram, em média, de um a dois dias. Portanto, afirma ele, o repasse para o consumidor será praticamente imediato e inevitável.

Ele lembra, no entanto, que o preço praticado tanto por distribuidoras como por revendas é livre. O repasse pode ser maior ou menor do que o índice de aumento anunciado já que isto depende de cada caso e política de preço da indústria, destaca o presidente, alegando que, de qualquer forma, mesmo como aumento, o GLP ainda é mais barato do que o gás natural. Apesar de não ter havido aviso sobre a alta no preço do GLP a granel, Mello comenta que pressões por parte da estatal são previsíveis.

O uso indevido de botijões de 13 quilos para encher cilindros comerciais ou industriais também é citado por Mello. Os não escrupulosos compram botijões de 13 quilos e, no fundo de quintal, passam de uma embalagem para outra. O gás contido na embalagem de 13 quilos é adquirido mais barato na refinaria, mesmo sendo o mesmo produto, alerta.

A transferência feita deste modo pode causar vazamentos. Essas operações são feitas em locais despreparados. O vazamento de gás em áreas despreparadas pode representar enorme risco. No último ano tivemos acidentes com mortes em revendedores que estavam fazendo essa operação, lembra.

Além do perigo oferecido pela manobra, Mello aponta que esta modalidade de transferência não chega a completar cilindros. Ele (fraudador) não consegue encher todo o cilindro de 45 quilos, por exemplo, pois não usa pressão. Assim, quem compra o cilindro de 45 quilos é fraudado na quantidade, alerta.


FONTE: Carolina Santana
- Notícia publicada na edição de 06/01/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 1 do caderno C - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

 

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