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Preço do Botijão está parado há um ano

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Mas aumento nos custos de produção e distribuição podem levar a reajustes

No último ano, o preço do botijão de gás de cozinha (o chamado Gás Liquefeito de Petróleo, GLP) praticamente não se alterou. Em outubro de 2007, ele era vendido por R$ 30,70, informa a Associação Nacional de Petróleo (ANP). Hoje, custa R$ 30,98 - nem 1% a mais.

Como a inflação no Brasil já acumula variação de 6,26% nos últimos 12 meses e a maioria dos produtos sofreu reajuste de preços no último ano, é de se estranhar que o preço do botijão permaneça estável. Ainda mais quando os custos da produção e da distribuição do produto também registram alta.

De acordo com Sérgio Bandeira de Melo, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), a manutenção só foi possível por dois fatores: pela forte concorrência no setor (as empresas vivem em guerra de preços) e pela postura da fornecedora da matéria-prima, a Petrobrás, que não altera o valor do produto há quatro anos.

A decisão da Petrobrás em não fazer reajustes se explica pelo receio de que os consumidores de baixa renda deixem de comprar o botijão e passem a usar a lenha. No Brasil, a lenha é a fonte de energia utilizada em 38% dos domicílios. Já o GLP é consumido só em 26% dos lares - os demais usam eletricidade, gás natural e carvão.

As empresas que distribuem ou revendem os botijões também têm medo de ser preteridas pelo consumidor. “É fácil fazer uma pesquisa e comprar de quem vende mais barato. As empresas não repassam seus custos ao cliente porque sabem que ele pode migrar para outro fornecedor”, avalia Melo. A concorrência de fato é acirrada. Só no estado de São Paulo existem oito distribuidoras e mais de 7 mil revendedoras.

Com os preços parados há tempos, é possível que ocorra um reajuste nos próximos meses. “Não posso dizer vai subir. Mas as empresas certamente teriam razões para cobrar mais caro”, diz Melo.

Em setembro, os 300 mil trabalhadores da categoria obtiveram aumento de 7,3% sobre o salário-base. O preço do botijão vazio para a indústria também subiu: passou de R$ 80 no ano passado para R$ 100 agora. “Embora se trata de uma embalagem reutilizável, o botijão tem que ser trocado de tempos em tempos. Por isso a indústria é obrigada a comprar 7,5 milhões de unidades por mês para renovar o estoque”, diz Melo. “Não existe data para aumento, até porque nossos preços não são tabelados. Mas existe motivação de sobra para que ele aconteça em breve.”

Carolina Dall’Olio

 

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